Advogado Militante desde 1997. Membro da Comissão de Esportes da OAB/CE desde 2010. Conselheiro do Fortaleza Esporte Clube desde 2006. Ex- Procurador-Geral do TJDF/CE.
Tropeçamos. De novo. Dessa vez sem Ésley em campo. Sem Lopes a um bom tempo. E sem a arbitragem para atrapalhar.
Enfrentamos uma galinha morta? Não. O Tiradentes deverá ser o quarto colocado na classificatória e seria, quem sabe, o adversário ideal para o confronto nas semi.
Isso se chegarmos em primeiro. Com o empate de ontem o caminho fica mais tortuoso, mais íngreme, mais longo e mais dependente do resultado do rival.
Voltamos a torcer contra o rival quando estávamos torcendo apenas por nós mesmos.
Boatos e insinuações já surgem. E não falta que ponha combustível nessa fogueira.
Esta coluna não porá.
Mas continuará a esperar que o elenco e o treinador voltem ao encaixe, à estabilidade e competitividade do começo da temporada.
Algo desestabilizou a equipe. A fervura esfriou, mas o encanto não pode esmorecer.
Resultado: até a torcida deixou de ir aos jogos, o que não pode ocorrer. Nossa torcida é também a Mais Contagiante.
Quem conhece o Fortaleza sabe que basta existir uma única brasa para inflamar a Maior do Estado e fazer o Leão rugir alto. Mas o start tem partir de dentro de campo.
Precisamos vencer todos os jogos agora.
Até mesmo porque se não terminarmos na frente na primeira fase, terá que conquistar o título de forma épica, pois os próximos clássicos serão com torcida única e as vantagens serão todas do rival que virá ávido pelo título em ano eleitoral.
DE OLHO NO SUB-17 DO TRICOLOR:
Infelizmente a campanha do nosso sub-13 está preocupante e diferente dos últimos anos o tricolor não está dominando esta categoria. A safra, aparentemente, não é boa.
Mesmo assim o treinador (o campeão e eficiente Marcos Rola) tem feito o melhor que pode diante de um material que ainda não se encontrou.
Parece ser uma espécie de ponto fora da curva.
Porém o torcedor do Leão pode apostar suas fichas no sub-17 em 2012, que está muito treinado pelo sempre competente e trabalhador Jorge Veras.
O time deu liga. Tem várias opções e variações de jogadas, além de ser firme na defesa e mortal no contra-ataque.
E o fã tricolor já pode começar a anotar os destaques do time:
Joabe (zagueiro pela esquerda, que lembra Ronaldo Angelim);
Mateus Mendes (que já foi campeão do sub-17 no ano passado com apenas 16 anos);
Santos (volante com mais de 1,90 de altura);
Everton e Lucas Lopes (dois atacantes rápidos e velozes)
Que saibam usar os garotos no Profissional, afinal o CT, com a contribuição do torcedor tricolor e do benemérito Ribamar Bezerra, serve para preparar jogadores e evitar a formação de elencos totalmente com jogadores forasteiros.
Mesmo sem a presença do ex-presidente, que deixou outras pessoas administrando, como o surpreendente Glauber Amora, as categorias de base devem servir ao profissional.
Estão aí Leandro, Guto, Bismarck, Jeferson, Reginaldo Júnior, Vinícius e Canga (esses últimos servindo outros clubes).
Tenho acompanhado o trabalho no CT. Glauber Amora aparentemente pensa grande. E tem ao seu lado o supervisor Carlos Eduardo Bocão que vem evoluindo no cargo e mostrando coerência e sempre defendendo os interesses do Fortaleza.
Esses dois juntando-se aos pilares da base do Fortaleza - Jorge Veras e José Carlos (auxiliar do Jorge) – dão a esperança que o futuro do Leão tem garantia de competência e bons fundamentos.
Rogamos apenas que a Diretoria Executiva não seja medrosa e acredite nesse trabalho e nos frutos que todos os anos eles tem dado.
Que não cometam o erro de emprestar Canga e Vinícius e trazer um argentino perna-de-pau que perdeu vaga no banco de suplentes para Romarinho que, aliás, é outro nome que em breve dará alegrias à Maior do Estado.
Demetrius Coelho Ribeiro
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